a João Almeida, com profunda amizade.
Ir à biblioteca é o acto de conformidade do amor. É partilha do nervoso de levar o que não é nosso. É bonito leres livros que estiveram na mão de outras pessoas, o suor está lá encrostado, quiçá umas lágrimas ou mesmo uma mancha de vinho. É o amor a escorrer por cada página esquecida na fria sala de olhares pendentes! Uma acção verbal ténue.
Óbidos, 3 | XI | 2013