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para a Sandra
Nas comunidades costumávamos
escrever palavras sábias como
prendas ou outras que não me lembro
e andávamos de baloiço
no outono,
e ficávamos em casa quando chovia,
à janela a vê-la cair no chão
repetidamente.
Vivi assim anos,
fugi e corri,
escrevi, sobretudo
coisas que não defino,
porventura apaguei-as do
meu universo,
mas escrevi-as como
vejo a árvore.
Repetidamente
à janela via-a cair no chão,
e ficámos em casa quando choveu,
no outono,
coisas destas que se dizem
a pessoas com sorriso
bonito
a quem se escrevem
longos poemas
a falar da existência,
sem forma nem conteúdo,
poemas de vida.
Évora, 17\XI\11
Nas comunidades costumávamos
escrever palavras sábias como
prendas ou outras que não me lembro
e andávamos de baloiço
no outono,
e ficávamos em casa quando chovia,
à janela a vê-la cair no chão
repetidamente.
Vivi assim anos,
fugi e corri,
escrevi, sobretudo
coisas que não defino,
porventura apaguei-as do
meu universo,
mas escrevi-as como
vejo a árvore.
Repetidamente
à janela via-a cair no chão,
e ficámos em casa quando choveu,
no outono,
coisas destas que se dizem
a pessoas com sorriso
bonito
a quem se escrevem
longos poemas
a falar da existência,
sem forma nem conteúdo,
poemas de vida.
Évora, 17\XI\11
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