quinta-feira, 6 de junho de 2013


em Sol menor

Falas-me dessa paisagem com carinho,
eu escuto-te calado e atento
ao mover dos teus lábios a cada sílaba
emanada pela doçura da tua boca
e viajo por esse campo
os meus passos são dados com a convicção
de quem mergulha num amor profundo.

Respiro o perfume do mar
enquanto os meus lábio beijam o teu corpo
escrevo estes versos sem forma
como um modernista
uma pessoa fora de tempo
emergido noutra época
bebo-te ainda assim
as tuas pernas, a tua face
o teu sexo
tudo tem um sabor suave e
agradável.
Deleito-me com esse sabor
o sabor das papoulas na
primavera e de tulipas
alcoolizadas. Bebo e bebo mais
sem parar para respirar
é o êxtase 
bebo-te
consumo-te.

A chuva no vidro
é a última impressão da casa
a madeira fresca
junto da floresta
o vinho em Setembro
e o mel em Abril,
doces recordações de paisagens.

Covilhã - 2010

Sem comentários:

Enviar um comentário